Conheça as Cinco Plantas mais Perigosas do Mundo
Natureza

Conheça as Cinco Plantas mais Perigosas do Mundo

09/09/2025 Urbano Post 49 views 6 min de leitura

Muitas vezes, a beleza da natureza esconde perigos. Algumas espécies de plantas, embora inofensivas à primeira vista, guardam substâncias químicas capazes de causar sérios danos à saúde de pessoas e animais. O que pode começar com uma simples irritação na pele ou bolhas, pode, em casos mais graves, levar à morte.

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Historicamente, a relação entre o ser humano e as plantas venenosas é antiga. A Encyclopaedia Britannica uma das mais conceituadas plataformas de conhecimento e educação do Reino Unido, relata que até mesmo o renomado filósofo grego Sócrates foi vítima fatal da cicuta, uma das plantas mais perigosas da história. No entanto, o perigo não se limita a lendas do passado, estando presente em diversas espécies da flora mundial.

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Para ajudar a identificar e evitar essas espécies, várias organizações de renome, como o U.S. Fish & Wildlife Service (órgão do governo norte-americano para a vida selvagem) e o NSW Poisons Information Centre (um centro australiano de informações sobre toxicidade), elaboraram listas de plantas que podem ser fatais. Conhecer essas espécies é um passo fundamental para se proteger. A seguir, apresentamos cinco das plantas mais perigosas e venenosas do planeta.

Cicuta Venenosa (Conium maculatum)

Cicuta Venenosa

A Cicuta Venenosa é notória por ser a planta que, segundo a história, levou à morte de Sócrates. Apesar de seu nome popular, ela não pertence à família das verdadeiras cicutas, mas sim à Apiaceae, a mesma família da salsa e do aipo. Originária da Europa, Ásia e África, essa planta se espalhou e hoje é encontrada em regiões da América do Norte.

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Essa planta é perigosíssima. Todas as suas partes são extremamente venenosas para humanos e animais. A ingestão de até uma pequena quantidade pode ser fatal. A cicuta venenosa costuma atingir uma altura de 1,5 a 2 metros e possui caules ocos e lisos, com sulcos e manchas de cor roxa, características que a distinguem, conforme o governo dos Estados Unidos.

Cicuta D’água (Cicuta maculata)

Cicuta Dágua

A Cicuta D’água, ou cicuta aquática, é frequentemente confundida com sua “prima”, a cicuta venenosa, mas é considerada pela Britannica como “a planta mais violentamente tóxica da América do Norte”. Pertencente à família das cenouras, essa grande flor silvestre muitas vezes é confundida com o aipo comestível, o que a torna especialmente perigosa.

O veneno presente nessa planta é a cicutoxina, uma substância que atua em todo o corpo. Todas as partes da planta são altamente tóxicas. A ingestão pode causar uma série de sintomas alarmantes, como dor abdominal, convulsões, delírio, náuseas e vômitos, podendo resultar em morte. A planta mede de 1 a 2 metros de altura e seus caules podem ser de cor sólida verde ou roxa, ou até mesmo com manchas e listras roxas.

Mancenilheira (Hippomane mancinella)

Mancenilheira

A Mancenilheira é uma árvore perene que pode ser encontrada na Flórida, no Caribe e em partes da América Central e do Sul. Suas folhas e frutos são bastante semelhantes aos de uma maçã, o que levou a um de seus nomes populares: “maçã da praia”. No entanto, sua reputação mortal é melhor representada por seu nome em espanhol, manzanilla de la muerte (maçãzinha da morte, em tradução livre).

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Esta árvore é uma verdadeira “arma” natural. Além de conter diversas toxinas em sua seiva leitosa, a ingestão de seus frutos pode ser fatal e, no mínimo, causa bolhas na boca e no esôfago de quem a consome. Seu perigo não se limita à ingestão: o contato com a seiva pode causar bolhas na pele, e até mesmo ficar debaixo da árvore durante a chuva pode ser perigoso, pois a água, ao escorrer pelo tronco, carrega toxinas que podem irritar a pele.

Mamona (Ricinus communis)

Mamona Ricinus communis

Amplamente cultivada como planta ornamental em todo o mundo, a Mamona é uma planta nativa da África. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) ressalta a capacidade dessa planta de se adaptar a diferentes climas e solos, tornando-a muito comum no Brasil.

Embora o óleo de rícino, extraído de suas sementes, seja usado em diversas aplicações industriais e medicinais, o perigo reside nas sementes em seu estado natural. Elas contêm a ricina, um veneno que pode ser mortal mesmo em pequenas quantidades. Segundo especialistas, apenas uma ou duas sementes são suficientes para matar uma criança e até oito para um adulto.

A ricina age inibindo a síntese de proteínas nas células, o que leva a sintomas graves como vômitos, diarreia e convulsões, podendo causar a morte. A ricina é tão potente que “foi usada em 1978 para assassinar Georgi Markov, um jornalista que se manifestou contra o governo búlgaro, e também foi enviada por correio a vários políticos dos Estados Unidos em tentativas fracassadas de terrorismo”, segundo a Britannica. Embora esses casos de terrorismo sejam raros, a maioria das fatalidades acontece de forma acidental, especialmente com crianças e animais de estimação.

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Beladona (Atropa belladonna)

Atropa belladonna

A Beladona, também conhecida como “erva-moura mortal”, é cercada de lendas. Uma das mais famosas, popularizada nos textos de William Shakespeare, conta que os soldados de Macbeth envenenaram seus inimigos dinamarqueses com vinho feito do fruto doce dessa planta.

A doçura de seus frutos é, de fato, um de seus maiores perigos, pois atrai crianças e adultos desavisados. A beladona é nativa de áreas arborizadas ou desertas no centro e sul da Eurásia e pode ser facilmente identificada por suas folhas verde-escuras, flores roxas e bagas brilhantes de cor preta, do tamanho de uma cereja.

O veneno da beladona é uma mistura de atropina e escopolamina, presente em seus caules, folhas, bagas e raízes. Essa toxina causa a paralisia dos músculos involuntários do corpo, incluindo o coração. Segundo o site australiano de informações sobre venenos da flora, até “o contato físico com as folhas, como um simples toque, pode causar irritação na pele”. É crucial ter em mente que todas as partes dessa planta são tóxicas, especialmente os frutos e as sementes. Conhecer essas plantas perigosas é essencial para quem aprecia a natureza. A informação é a melhor ferramenta para evitar acidentes e garantir que sua exploração da vida selvagem seja sempre segura.

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Fonte consultada: National Geographic

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