Lançamento do Drex Foi Confirmado para 2026 o que Esperar
Finanças

Lançamento do Drex Foi Confirmado para 2026: O que Esperar?

23/08/2025 Urbano Post 52 views 11 min de leitura

O Banco Central do Brasil (BC) reavaliou a estratégia de implementação do Drex, a versão digital do real, e agora projeta seu lançamento para 2026. A novidade vem acompanhada de uma mudança significativa no escopo inicial do projeto: a tecnologia blockchain, antes central na proposta, terá seu uso reduzido nesta primeira fase, que será focada na reconciliação de gravames – o uso de ativos como garantia em operações de crédito.

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A decisão de adiar e reestruturar o lançamento, que anteriormente era previsto para 2025, deve-se a desafios encontrados durante a fase de testes, principalmente relacionados à privacidade e à escalabilidade da tecnologia de registro distribuído (DLT), popularmente conhecida como blockchain.

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O Que é o Drex?

O Drex é a Moeda Digital de Banco Central (CBDC, na sigla em inglês) do Brasil. Diferente das criptomoedas como o Bitcoin, o Drex será emitido e garantido pelo Banco Central, funcionando como uma extensão da moeda física, o real, porém em um ambiente totalmente digital. Sua proposta é modernizar o sistema financeiro brasileiro, permitindo a execução de contratos inteligentes e a tokenização de ativos, o que, em tese, baratearia e agilizaria diversas transações financeiras.

A Mudança de Rota: Foco e Tecnologia

A Mudança de Rota Foco e Tecnologia

Inicialmente, o projeto previa um uso mais amplo da tecnologia blockchain para diversas funcionalidades desde o seu lançamento. No entanto, os testes revelaram que as soluções tecnológicas atuais ainda não atendem plenamente aos rigorosos requisitos de sigilo bancário e à necessidade de processar um grande volume de transações de forma eficiente, como exige o sistema financeiro brasileiro.

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Diante disso, o BC optou por uma abordagem mais gradual. A primeira fase, em 2026, não será voltada diretamente ao consumidor final, mas sim a uma infraestrutura de “bastidores” para o mercado financeiro. O objetivo principal será criar um sistema para a reconciliação de gravames, ou seja, verificar se um determinado ativo já está sendo usado como garantia em outra operação de crédito. Isso trará mais segurança e eficiência para bancos, corretoras e outras instituições, podendo, indiretamente, baratear e agilizar a liberação de crédito para os clientes.

Para esta etapa inicial, o Banco Central desenvolverá uma solução mais centralizada, deixando a implementação completa de redes descentralizadas e a tokenização ampla de ativos para fases futuras, quando a tecnologia estiver mais madura.

Drex em comparação com outras moedas digitais do mundo

O Brasil não está sozinho nessa corrida. Diversos países já estão testando ou até lançando suas CBDCs. Vamos ver alguns exemplos:

1. Yuan Digital (China)

  • Já em uso em várias cidades da China.
  • Fortemente centralizado, com monitoramento pelo governo.
  • Testado em eventos como os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

2. Dólar Digital (Estados Unidos)

  • Ainda em fase de estudos.
  • Debate intenso sobre privacidade e papel dos bancos privados.
  • O Federal Reserve estuda se deve criar um CBDC ou apenas melhorar sistemas de pagamento já existentes.

3. Euro Digital (União Europeia)

  • Projeto avançado, mas ainda em fase de testes.
  • Foco em preservar a privacidade dos cidadãos.
  • Deve complementar, e não substituir, o dinheiro físico.

4. Sand Dollar (Bahamas)

  • Foi uma das primeiras CBDCs do mundo.
  • Usada principalmente para promover inclusão financeira em regiões afastadas, onde bancos tradicionais não chegam.

5. Jamaica e Nigéria

  • Também já lançaram suas moedas digitais oficiais.
  • A Nigéria enfrentou resistência da população no uso do eNaira, mostrando que aceitação social é tão importante quanto a tecnologia.

Comparação com o Drex:

  • Diferente da China, o Brasil quer evitar vigilância excessiva.
  • Diferente da Nigéria, o Brasil aposta no sucesso do Pix como base para aceitação popular.
  • Diferente da Europa, o Drex está menos focado na privacidade total e mais na eficiência prática.

Fases e Cronograma do Projeto

O desenvolvimento do Drex tem seguido um cronograma de testes e avaliações:

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  • 2023: Início do projeto piloto com a participação de 16 consórcios de instituições financeiras para testar a plataforma.
  • 2024: Adiamento da conclusão da primeira fase de testes, que estava prevista para fevereiro, para maio. Posteriormente, o cronograma foi estendido para 2025.
  • 2025: Atrasos adicionais e a decisão de reestruturar o projeto, com a nova previsão de lançamento parcial para 2026. A próxima fase de testes, a partir do segundo semestre, já focará na nova abordagem de reconciliação de garantias.
  • 2026: Previsão de lançamento da primeira versão operacional do Drex, restrita ao sistema financeiro e focada em gravames.

O futuro da economia brasileira com Drex

Após o lançamento do Drex em 2026, marca apenas o início da primeira versão operacional. O Banco Central deixou claro que haverá duas fases da primeira versão:

  1. Primeira fase (2026): versão centralizada, focada em funcionalidades básicas.
  2. Segunda fase (sem prazo definido): possibilidade de reintroduzir blockchain e outras inovações, conforme as tecnologias amadureçam.

Se bem-sucedido, o Drex pode consolidar o Brasil como referência global em inovação financeira, assim como aconteceu com o Pix.

No entanto, é importante que o projeto seja construído de forma transparente, com diálogo com a sociedade, garantindo equilíbrio entre eficiência, privacidade e inclusão.

Impacto para o Cidadão Comum esperados no Sistema Financeiro

Neste primeiro momento, o lançamento do Drex em 2026 terá um impacto “invisível” para a população em geral. As operações cotidianas, como pagamentos e transferências, continuarão a ser realizadas normalmente através dos meios já existentes, como o Pix, cartões e dinheiro em espécie.

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A expectativa do Banco Central é que, com a evolução e amadurecimento da plataforma Drex, novas funcionalidades sejam agregadas, permitindo, no futuro, a tokenização de bens (como imóveis e veículos) e a utilização de contratos inteligentes em transações do dia a dia, tornando-as mais seguras, rápidas e baratas. No entanto, ainda não há um prazo definido para que essas funcionalidades estejam disponíveis para o público.

O lançamento do Drex pode transformar a economia brasileira em vários pontos:

1. Inclusão financeira

Muitas pessoas ainda não têm conta em banco. O Drex, integrado ao Pix, pode dar acesso a serviços financeiros digitais de forma mais simples, barata e segura.

2. Redução de custos

Com transações digitais seguras, o custo do crédito e das transferências pode cair. Isso favorece tanto empresas quanto consumidores.

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3. Mais eficiência

Com contratos inteligentes e tokenização de ativos, operações complexas — como financiamento de imóveis ou crédito com garantia — podem ser feitas de forma automática e transparente.

4. Regulação mais forte

O Banco Central terá maior visibilidade sobre o sistema financeiro, podendo combater fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção com mais eficácia.

5. Desafios sociais

Por outro lado, ainda existem dúvidas:

  • Até que ponto o governo terá acesso às transações individuais?
  • O brasileiro comum vai confiar em usar uma moeda puramente digital?
  • Como garantir que áreas com baixa inclusão digital não fiquem para trás?

O que esperar, É Preciso se proteger?

O que esperar É Preciso se proteger

Segundo Gabriel Galípolo presidente do Banco Central (BC) em evento no Blockchain Rio, deixou claro que não estão mais usando Hyper Ledger Bezo, que seria baseado em blockchain e sim outra tecnologia que resolva este problema. Ele deixou claro que o Drex é mais uma tokenização de ativos, sendo o primeiro ativo tokenizado, são justamente as reservas bancárias dos bancos, a conta dos bancos junto ao Banco Central. Por isso que é mais CBDC de atacado e não a CBDC raiz, a CBDC de varejo, que é o perigoso e potencialmente um dispositivo totalitário.

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Mas ele tem um ponto final que também destacou: “Eu realmente sou daqueles que acha que muitas vezes os outros bancos centrais quando estão pensando nos problemas que se pretende resolver através do CBDC como originalmente pensado, eu tenho defendido nesses fóruns, nesse debate, que talvez soluções como o Pix deem conta já de endereçar boa parte desses problemas” disse Galípolo.

É Preciso se proteger?

Especialmente quando se pensa em questões de conveniência de pagamento, como pagamentos instantâneos, pagamentos que funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Pix já resolve boa parte disso. E até pela estrutura do Pix lá atrás, eu lembro que já se falavam que o Pix era o embrião de uma futura CBDC, mas não precisa se transformar numa CBDC, se ele se mantiver, como hoje está operando, mais como pagamentos instantâneos a qualquer momento do dia, barato e conveniente. Então já resolveria muitos desses problemas.

Os problemas, entre aspas, que o Pix não resolve hoje, por isso que muitos bancos centrais ainda estão desenvolvendo e gostariam de ter uma CBDC. São todos aqueles problemas relacionados a mais controle, a mais experimentos econômicos que seriam possíveis, como a CBDC, juros negativos, dinheiro com vencimento, possibilidade de bloquear contas com muito mais facilidade. Enfim, é todo aquele poder enorme que aí sim atenta contra liberdade e privacidade dos cidadãos. É isso que uma CBDC de varejo raiz poderia conceder, esse tipo de poder que concederia aos bancos centrais.

Mas se não quiserem isso, se abrirem mão desse tipo de poder e permanece como está, podem adotar algo similar ao Pix e já resolveriam as questões de conveniência, pagamentos instantâneos e tudo mais. Então aqui podemos concordo com o Galípulo e espero que com este reconhecimento que o Pix já resolve muitos desses problemas que uma suposta CBDC poderia resolver e que abandonem qualquer ideia de avançar o Drex para um real digital de fato que seria CBDC de varejo.

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Felizmente hoje o Drex não é isso, até o momento. Não há nenhum plano para que ele avance para esse fim de controle, fortemente centralizado, com monitoramento pelo governo. Vai ser algo mais de mercado financeiro, mercado de capitais, tokenização de ativos e não o real digital. E isso é uma ótima notícia para quem está receoso com o Drex. Portanto, por hora, ninguém precisa se proteger do Drex que está para começar oficialmente em 2026.

Mas vale ressaltar que o único perigo real, seria que depois do sucesso, o Drex caia nas mãos de um governo com víeis totalitário, mudando de CBDC de atacado para CBDC de varejo, mesmo com toda independência do BC, sempre vai ter aquele governo que vai querer mudar algo. É aí que mora o perigo do Drex (CBDC de varejo)! Como exemplo global temos o Yuan Digital da China – Já em uso e testado em eventos como os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, lá o Yuan Digital é fortemente centralizado, com monitoramento ferrenho do governo chines. Será que isso tudo é só um pano de fundo para o futuro? O que realmente o Drex vai se tornar lá na frente? Algo inovador, ou algo perturbador e monstruoso? São perguntas que só o tempo dirá.

Conclusão

O Drex será uma das maiores mudanças no sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas. O caminho até 2026 não é simples: há desafios técnicos de privacidade, escalabilidade e governança a serem superados. Quando comparado com outras moedas digitais do mundo, o Drex se mostra um projeto pragmático, mais preocupado em oferecer resultados práticos do que em ser totalmente inovador logo de início.

Para a população, os impactos podem ser positivos: mais inclusão, custos menores e maior eficiência. Mas também existem riscos de vigilância excessiva e resistência cultural ao uso de uma moeda digital.

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No fim, o sucesso do Drex dependerá da capacidade do Banco Central em equilibrar inovação tecnológica com confiança da sociedade. Se conseguir, o Brasil pode novamente surpreender o mundo, assim como fez com o Pix.

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