Os Riscos do Tesouro Direto Como Investir com Segurança
Finanças

Os Riscos do Tesouro Direto: Como Investir com Segurança

09/09/2025 Urbano Post 30 views 9 min de leitura

Se você já pensou em investir seu dinheiro, é muito provável que o Tesouro Direto tenha aparecido como a primeira e mais segura opção. Em meio a tantas notícias sobre volatilidade e perdas na Bolsa, a promessa de um investimento de baixo risco, garantido pelo Governo Federal, soa como um porto seguro. E de fato, o Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros que existem no Brasil. Mas, e se eu te dissesse que ele não é 100% livre de riscos?

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Parece um balde de água fria, não é? A gente, que rala para economizar, só quer uma forma simples de fazer o dinheiro crescer, sem o medo constante de perder tudo. A notícia boa é que os riscos do Tesouro Direto são, na verdade, bem diferentes daqueles que a gente vê na renda variável. Eles não são perigos ocultos, mas sim detalhes importantes que, se ignorados, podem sim causar um pequeno susto na sua carteira. O segredo para investir bem e com tranquilidade é justamente entender esses detalhes.

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Então, respire fundo e venha comigo. Vamos desvendar juntos o que realmente está por trás do baixo risco do Tesouro Direto, para que você possa tomar decisões mais inteligentes, se sentir mais confiante e, finalmente, fazer o seu dinheiro trabalhar a seu favor de verdade.

O Risco de Calote: O Que Você Precisa Saber sobre a Dívida Soberana

Quando falamos em investimentos, o primeiro risco que nos vem à mente é o de não receber de volta o que foi investido, ou seja, o risco de calote. No mundo da renda fixa, a maioria dos investimentos privados, como CDBs e LCIs, é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF e por instituição. No entanto, o investimento em títulos públicos, como o Tesouro Direto, não conta com essa proteção.

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E por que não? Porque, em teoria, ele não precisa

Os títulos do Tesouro Direto representam a dívida pública do país. Ao comprar um título, você está emprestando dinheiro para o Governo Federal, que se compromete a devolver o valor investido acrescido de juros no futuro. Para que esse calote acontecesse, o Brasil precisaria literalmente falir, ou seja, não ter mais capacidade de pagar suas contas.

Essa é uma situação de risco extremamente baixa para qualquer país, especialmente um com a força econômica do Brasil. O risco soberano é considerado o mais seguro do mercado, pois o governo sempre tem a capacidade de emitir mais moeda para pagar suas dívidas o que, claro, gera outros problemas como a inflação, mas resolve o problema do calote. Portanto, o risco de perder o seu dinheiro por um calote do governo é praticamente zero. É por isso que o Tesouro Direto é a base de segurança de muitas carteiras de investimento.

Risco de Mercado: A Marcação a Mercado

Risco de Mercado: A Marcação a Mercado

Aqui, sim, entramos no principal ponto de atenção para qualquer investidor de Tesouro Direto. Para quem pensa que o valor do investimento só sobe, a realidade da marcação a mercado pode trazer uma surpresa desagradável se o título for vendido antes do vencimento.

A marcação a mercado nada mais é do que a atualização diária do preço dos títulos, que acontece com base em dois fatores principais: a taxa de juros do momento e o prazo até o vencimento. Para entender isso de forma simples, imagine que você comprou um Tesouro Prefixado que prometia um rendimento de 10% ao ano. Se, no mês seguinte, o mercado de títulos passa a oferecer um rendimento de 12% para o mesmo tipo de papel, o seu título de 10% perde valor. Para ser competitivo no mercado, o Tesouro Direto precisa baixar o preço do seu título, de forma que o novo investidor, ao comprá-lo, também receba um rendimento equivalente aos 12% do mercado.

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O oposto também é verdadeiro: se os juros caem, o seu título fica mais valioso, e você pode vendê-lo com um lucro maior que o esperado.

O problema acontece quando o investidor precisa resgatar o dinheiro antes do vencimento em um momento de alta de juros. Se o preço do seu título caiu, e você vende, vai ter uma perda de capital. Essa é a razão pela qual muitas pessoas dizem ter “perdido dinheiro no Tesouro Direto”. Elas, na verdade, não perderam o dinheiro, mas sim venderam o título em um momento de desvalorização, sem esperar o prazo para o título se valorizar novamente até o vencimento.

Por isso, a regra de ouro é: se você tem uma meta de longo prazo como uma aposentadoria ou a compra de um imóvel, escolha um título com vencimento compatível com essa meta. Leve o título até o final, e você garantirá a rentabilidade combinada na hora da compra, sem se preocupar com a flutuação diária.

Risco de Inflação e o Tesouro IPCA+

Os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, são extremamente populares porque oferecem uma proteção contra a perda do poder de compra. Eles pagam uma taxa de juros fixa mais a variação da inflação (IPCA), garantindo que seu dinheiro cresça de verdade, acima do aumento dos preços.

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No entanto, há um risco menos discutido que merece nossa atenção: a tributação. O Imposto de Renda incide sobre todo o rendimento do título, incluindo a parte que apenas corrige a inflação. Ou seja, você paga imposto sobre a rentabilidade nominal (a que realmente entrou na sua conta), mas essa rentabilidade inclui a correção da inflação, que é a parte que mantém o seu poder de compra. Na prática, isso pode diminuir a sua rentabilidade real.

Esse é um detalhe técnico, mas que faz toda a diferença para quem busca o máximo de otimização nos investimentos. No entanto, mesmo com essa tributação, o Tesouro IPCA+ continua sendo uma das melhores opções para quem busca proteger o patrimônio no longo prazo. O importante é saber desse detalhe para não criar uma expectativa irreal de rendimento final.

Risco de Liquidez: Disponibilidade vs. Preço Justo

Uma das grandes vantagens do Tesouro Direto é a sua liquidez diária. Isso significa que, em dias úteis, você pode solicitar o resgate do seu dinheiro a qualquer momento entre 9h30 e 18h, e ele estará na sua conta no mesmo dia (para solicitações feitas até 13h) ou no dia útil seguinte. Essa flexibilidade é ideal para a reserva de emergência.

Porém, a liquidez tem um preço. O resgate antecipado acontece pelo preço do dia, ou seja, pelo valor de mercado. Isso nos remete ao risco da marcação a mercado que discutimos anteriormente. Mesmo que um título do Tesouro Selic, ideal para a reserva de emergência, seja menos volátil, ele ainda está sujeito a essa regra. Se você precisar do dinheiro em um dia de baixa, poderá perder um pouco do rendimento acumulado.

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Para mitigar esse risco, o ideal é não colocar 100% da sua reserva de emergência em apenas um tipo de investimento e ter uma pequena parte dela em um produto com liquidez imediata e sem marcação a mercado, como uma conta digital que renda 100% do CDI, por exemplo.

Riscos Extras que a maioria das pessoas ignora

Além dos riscos já mencionados, a pesquisa que realizei me revelou alguns detalhes que são quase nunca discutidos, mas que podem impactar a vida do investidor:

  • Risco de falha tecnológica: Como toda operação online, o Tesouro Direto está sujeito a falhas de sistema, lentidão ou problemas com a internet, o que pode atrasar uma operação.
  • Risco de “greve”: Por ser gerido por servidores públicos, há a possibilidade, embora rara, de uma paralisação, o que pode suspender as operações por um ou mais dias. Esse risco é pequeno, mas mostra a importância de não deixar para a última hora o resgate de um dinheiro que você vai precisar.
  • Falência do agente de custódia: Muitos investidores têm medo de que, se a corretora ou banco onde investiram for à falência, o dinheiro seja perdido. No caso do Tesouro Direto, isso não acontece. Os títulos ficam registrados no seu CPF e são custodiados pela B3 (a Bolsa de Valores brasileira). O que pode acontecer é a burocracia de ter que transferir a custódia para outra instituição, mas seus títulos estarão seguros.

Entenda os riscos do Tesouro Direto e faça a melhor escolha para o seu futuro.

Conclusão: Invista com Conhecimento, Não com Medo

Chegamos ao fim do nosso artigo, e a grande mensagem que eu quero deixar é esta: o Tesouro Direto continua sendo uma das melhores e mais seguras portas de entrada para o mundo dos investimentos. O objetivo deste artigo não foi assustar você, mas sim empoderá-lo com o conhecimento necessário para tomar decisões melhores.

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O medo de investir geralmente vem da falta de informação. Quando a gente entende como as coisas funcionam, o medo dá lugar à confiança. Ao compreender a marcação a mercado, o risco da inflação e a dinâmica da liquidez, você não vai mais se surpreender com as oscilações diárias. Você saberá exatamente por que elas acontecem e como elas se encaixam na sua estratégia de longo prazo.

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Se você está procurando investir neste momento, faça isso com consciência. Escolha um título que se alinhe com seus objetivos, acompanhe a sua evolução, e, principalmente, não resgate seus títulos antes da hora, a menos que seja realmente necessário. O futuro é de quem se planeja, e o primeiro passo para uma vida financeira mais tranquila é investir com inteligência, sabendo exatamente onde você está colocando seu dinheiro.

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